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Queria tanto uma casa na praia. Não era preciso um grande casa, era apenas um cantinho discreto, o meu cantinho, onde pudesse estar sozinha com o mar, com o barulho sereno das ondas a arrebentar. As paredes estariam repletas de fotografias de variados momentos da minha vida e daqueles que verdadeiramente fazem parte dela. Seria ali, ali mesmo perto do extenso areal fino e branco, seria ali que eu iria sentir a textura da areia nas minhas mãos, veria como é bonita. Acordaria todos os dias às 11 da manhã com um sol quente e radiante a entrar janela dentro quando levantasse o estore, iria aproveitar o paraíso que estava diante dos meus olhos, não me preocuparia em comer. Sairia por volta das 19 quando a brisa da tarde começasse a chegar e iria mergulhar num banho fresco para repor energias. Voltava para o areal novamente ainda com o cabelo molhado a tocar-me nas costas, jantaria deitada a contemplar as estrelas cintilantes que se instalavam  sobre a minha cabeça e esperaria por um cadente, para pedir que fosse sempre assim. Mais tarde retornaria para dentro para o conforto da minha quente cama, adormeceria com o som da chuva forte a bater no parapeito. Depois de manhã estava tudo igual, pronto para mais um dia.

2 comentários:

Nina disse...

Eu tenho esse mesmo anseio de uma casa só minha e dele, preferencialmente na praia, para sentir o gosto da maresia nos lábios e sair de cabelos ao vento, entregando-me ao sol.
Queremos paz nessa vida de atribulações tão grandiosas, ora!
Abraços.

Ana T. disse...

Adorei a descrição. Uma sensação de serenidade e de plenitude. =)